Divisão de Infra-Estrutura Aeronáutica - IEI

(Prof. Danillo Cesco)


Professor Homenageado: Danillo


Professor Homenageado: Manhães

DIVISÃO DE ENGENHARIA DE INFRA-ESTRUTURA AERONÁUTICA - IEI

Departamento de Edificações - IEIE
Departamento de Geotecnia - IEIG
Departamento de Hidráulica - IEIH
Departamento de Transportes - IEIT

Akio Baba, M. Eng. - IEIE
Arnaldo Zeferino Milioni, Ph. D. - IEMB
Benedito Manoel Vieira, D. C. - IEFQ
Carlos Müller, Ph. D. - IEIT
Cláudio Jorge Pinto Alves, D. C. - IEIT
Danillo Cesco - IEIH
Dario Rais Lopes, D. C. - IEIT
Delma de Mattos Vidal, Dr. ès Sc. - IEIG
Edson Alves dos Santos, M. C. - IEIT
Eliseu Lucena Neto, Ph. D. - IEIE
Elomir Colen, M. C. - IEIG
Ernesto Cordeiro Marujo, Ph. D. - IEMB
Eugênio Vertamatti, D. C. - IEIG
Flávio Mendes Neto, M. Eng. - IEIE
Gérson Kistermarcher. do Nascimento, Assessor Júridico do ITA
Íria Fernandes Vendrame, D. Eng. - IEIH
João Carlos Matarezi - IEMT
José Antônio Hernandes, Ph. D. - IEIE
José Henrique de Souza Damiani, D. C. - IEMB
Kátia Martins Ferreira - IEFH
Maher Nasr Bismark-Nasr, Dr. ès Sc. - IEAE
Márcio Angeliere Cunha, M. C. - IEIG
Maryangela Geimba de Lima, M. C. - IEIE
Octávio Manhães de Andrade Júnior - IEIE
Régis Martins Rodrigues, Ph. D. - IEIG
Wolney Ramos Ribeiro - IEIG

A expansão das atividades aeronáuticas brasileiras, especialmente associadas ao advento da aviação à reação, demandou instalações aeroportuárias com maior grau de sofisticação, imprescindindo do concurso de uma tecnologia específica cada vez mais apurada. Tais exigências justificaram a criação no ITA do Curso de Engenharia de Infra-Estrutura Aeronáutica que, inicialmente, teve seus objetivos orientados para o planejamento, os estudos e projetos, a construção, a manutenção e a fiscalização de obras aeroportuárias: edificações, pistas e instalações, destinadas a facilitar e a tornar segura a navegação aérea.

No processo de consolidação do Curso, esses objetivos tornaram-se ainda mais amplos, mais ousados, já que, na verdade, uma aeronave no ar demanda todo um complexo de engenharia que lhe dê suporte a partir do solo. E aí haja imaginação...! É que além de obras civis de vulto e de razoável grau de sofisticação, aquele suporte invade áreas bem diversas, como as da tecnologia dos materiais, da comunicação, da automação, da informática, carecendo, também, de embasamentos de domínios da organização em geral, do planejamento, da administração de recursos humanos, do gerenciamento de projetos de alcance e dimensões as mais diversificadas. Os objetivos se ampliaram ainda mais com a incorporação do Departamento de Transportes, abordando aspectos ligados à economia e planejamento dos transportes, gerenciamento de aeroportos e empresas aéreas, controle do tráfego aéreo e ruído aeronáutico.

É interessante constatar que, no ITA, o Curso de Engenharia de Infra-Estrutura Aeronáutica teve a sua criação ligada a um gradativo e natural desenvolvimento curricular, em continuado processo de adequação que acabou por viabilizar a sua própria existência. Não nasceu de repente. De fato, funcionando desde 1947, o ITA nasceu já casado com o Curso de Engenharia Aeronáutica, inicialmente preocupado na formação de profissionais especializados no projeto e produção de aeronaves. Com base na experiência de professores norte-americanos que aqui lecionavam, aquele Curso, em 1952, se dividiu em duas modalidades, a saber: Aeronaves e Aerovias. Esta última voltada mais à operação e à manutenção de aeronaves, ao transporte aéreo e às obras de pistas de pouso (impropriamente havidas então como "obras aeroportuárias''). A partir de 1959, a antiga Aerovias também se subdividiu em opções que, com o tempo, se cristalizaram em apenas duas: a de Transporte Aéreo e a de Obras Aeroportuárias (esta transformada definitivamente em Infra-Estrutura Aeronáutica a partir de 1964). Nos seus 12 anos de existência, essa última opção veio tendo o seu currículo continuamente aprimorado. Concorreu para isso, em primeiro lugar, a própria experiência profissional dos seus graduados de então, que, seguidamente, se ressentiam da falta de maior embasamento para o cabal desempenho de suas funções, deparando-se com problemas técnicos para os quais não estavam preparados. Em segundo lugar, a própria expansão das atividades aeronáuticas do País estavam a demandar instalações aeroportuárias mais sofisticadas. Esse aprimoramento curricular acabou por mesclar cursos específicos de Aeronáutica com outros que, por sua própria natureza, se enquadravam no âmbito da Engenharia Civil, de modo a suprir a verificada deficiência e a responder à nova realidade.

Em 1975, então, embora com um currículo já bem diferenciado, continuava o Engenheiro de Aerovias, opção de Infra-Estrutura Aeronáutica, a receber o mesmo diploma de Engenharia Aeronáutica. Naquela época, portanto, já estavam bem amadurecidas as condições para o passo seguinte e que acabou se concretizando pela Portaria no 113/GM3 de 14/11/1975: a criação do Curso de Engenharia de Infra-Estrutura Aeronáutica. Registre-se, também, a participação da Congregação no processo desse citado aprimoramento curricular, através de regimental discussão e aprovação, ano a ano, precedida pelo crivo de sua Comissão de Currículo. De 1975 para cá, já ocorreram novos aprimoramentos, e que deverão continuar, como, aliás, tem sido a tônica desta nossa Instituição, entre as tantas inovações que legou ao Brasil.

Destaque deve ser dado, pelo efeito benéfico que traz à Graduação, à criação em 1992 do Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Infra-Estrutura Aeronáutica (PG/EIA). O Curso possui duas áreas de concentração, a saber: Infra-Estrutura de Transportes (PG/EIA-I) e Transporte Aéreo e Aeroportos (PG/EIA-T). Ressalte-se que o ITA é a única instituição brasileira a oferecer uma área de concentração em Transporte Aéreo e Aeroportos. As demais escolas, quando muito, apenas oferecem disciplinas isoladas nesta área.




INFRA: Mais que um curso, uma opção de vida.

(Marcus Antonio Ferreira Araripe)

A INFRA (Engenharia de Infra-Estrutura Aeronáutica) sempre foi invejada pelas outras engenharias irmãs. Não sei se devido ao que chamam de INFRA-TUR (as famosas viagens pelo Brasil efetuadas pela INFRA) ou simplesmente porque somos os mais "safos", os melhores e sobretudo os mais modestos. Esquecendo a nossa superioridade, fomos incumbidos de confeccionar um texto que mostrasse a relação dentro da INFRA, o que inclui alunos com alunos e alunos com professores - que bagunça, hein?

A INFRA-96 conta com oito alunos dos quais quatro são "milicos" e quatro normais - é fácil notar em que conjunto pertence quem vos escreve, não? A INFRA é uma turma que ao mesmo tempo é homogênea e heterogênea. Heterogênea em tipos, hábitos, habilidades e pretensões e homogênea em termos acadêmicos e paciência (tirando o Keller - paciência infinita). Sempre fomos a menor turma, o que tem suas desvantagens e suas desvantagens. Nunca pudemos dormir em uma sala que só tem uma fileira de cadeiras. Todos os professores sabem quando você falta, lhe conhecem pelo nome, sabem como você é, o que você gosta e o quão descuidado (para não dizer outra coisa) você é. Mas no fim de tudo, é bom ter aula particular - afinal, que outro nome você daria para o curso que tem a mesma quantidade de professores e alunos por semestre?

O ambiente da INFRA é muito agradável, a não ser quando o pessoal da ELE utiliza o nosso banheiro (até hoje não entendo porque eles não tem um banheiro para eles).

Não é raro ouvir um: "Vá à m...." Com certeza alguém arranhou o ÓTIMO bom humor do nosso amigo Jair (mais conhecido como Cazuza) e o Keller ( o surfista da turma) aproveitou para colocar mais lenha na fogueira e ver até onde a panela de pressão agüenta sem explodir.

Logo adiante vemos o Alex (o mais amado pelos professores). Vale um carro se você adivinhar o que ele está conversando, já adivinhou, não é? Em seguida encontramos um fenômeno: Como é possível estudar na mesma sala de dois "aratacas", cearenses além de tudo, e ainda ter a maior cabeça. Pois é, o Douglas pensou que ia escapar. Não é, cabeção (no bom sentido, é claro)?

"Você estudou o método de Mitchell para o cálculo da resultante de tensões, no solo amolgado, quando este está sujeito a um estado plano de tensões efetivas?" Quantas vezes frases de efeito como esta não deixaram quase à beira de um ataque de nervos o ser mais estressado da sala? "Hein, hein, hein? Que é isto? Tu estudou isto? Isto vai cair? Vá lá, me explica pelo amor de Deus. Tá aonde na apostila?" Todos riem e ele já sabe que caiu de novo. Olha o stress, Odilon!

Chegou a vez do zero um. Nunca vi um cara prestar tanta atenção na aula como o Gadinni (Ou será Gaddini?. Não sei. Estudo com ele há três anos e ainda não aprendi a escrever seu nome corretamente, só sei que tem duas consoantes juntas).

O Ponchet deve estar falando sobre o mercado financeiro e as novas tendências mundiais do capital. Teremos um banqueiro na turma! Quem sabe a comemoração dos vinte anos de formatura não será na sua ilha em Angra, vizinha à do Senna. É uma excelente idéia, vocês não acham?

Chegou a minha vez. O que eu posso dizer é que sou muito calmo, não sei em que vou trabalhar, só agarro gatinha e não sou membro da ABITA.

Como você deve ter prestado atenção, em cada caso foi sublinhada a palavra que mais identifica o indivíduo na turma. No meu caso puxei a sardinha para o meu lado, ou melhor o gato que na verdade é gatinha, claro!




Formandos 1996:


Alex de Magalhães Nogueira - 1º Ten Eng
22/11/74 - Santos-SP

Douglas Arthur Fernandes Júnior - Cap Av
29/10/63 - Prudentópolis-PR

Inácio Bezerra Ponchet
12/10/73 - Fortaleza-CE

Jair Lúcio Prados Ribeiro
26/04/73 - Porto Alegre-RS

João Paulo Vieira Keller
01/09/73 - Rio de Janeiro

Marcus Antônio Ferreira Araripe
26/11/73 - Fortaleza-CE

Odilon Moulin de Asevedo - 1º Ten Eng
09/12/68 - Rio de Janeiro

Paulo Sérgio Godoy Gaddini - Cap Av
07/12/64 - São Paulo-SP

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Última atualização: dezembro de 2008
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