1986

Meados de janeiro, e alguns de nós já estávamos na Academia, a fim de participar do Curso de Instrução Básica Militar (CIBM) de uma nova turma que aqui chegava. Éramos os auxiliares do então quarto ano, e pesavam grandes responsabilidades sobre nossos ombros.

No início, as coisas pareciam um pouco difíceis. Estranhávamos mandar, quando, até há bem pouco, éramos nós os mandados. Contudo, no decorrer dos dias, íamos sentindo a obrigação e a importância do nosso trabalho, pois estávamos orientando muitos jovens e proporcionando-lhes condições para que, brevemente, se tornassem cadetes e passassem a fazer parte do "Ninho das Águias".

Foi uma experiência gratificante e, através dela, assimilamos mais do que ensinamos, pois aprendemos a hora certa de ser "durões" ou amigos, cobrar ou ajudar Estávamos prontos a assumir, de vez, a liderança de elementos e a participar da formação de outros jovens, sempre com o objetivo de engrandecer a Força Aérea. A par dessa liderança, porém, tingíamos de prosseguir os estudos, e, durante o ano, a especialização foi ocupando quase todo o nosso tempo.

Os aviadores voltamos para o Esquadrão de Vôo. Tínhamos pela, frente novas missões a realizar: acrobacias, vôo de formatura, instrumento, navegação e "link trainer" A cada dia, a emoção de aprender mais sobre a arte de voar tomava conta de nós. O "looping", "barril" e "tonneau lento" eram treinados com vontade, pois ver o céu girar é algo fantástico.

Iniciou-se o vôo de formatura e, com ele, a volta da tensão, o medo do desligamento. Com o transcorrer da instrução íamos vendo que voar pertinho um do outro não era "tão difícil" Mais algumas missões, e conseguiríamos o "prêmio" de uma navegação aérea até Barbacena, quem sabe para rever os amigos lá deixados ou, até mesmo, antigas namoradas.





O retorno à saudosa Barbacena em missão de navegação





Ao término do vôo, fomos considerados "operacionais" na aeronave T25. Tínhamos conhecimento de que o novo avião, a ser voado no quarto ano, era difícil e muito mais sofisticado; tínhamos, porém, orgulho de dizer que conquistáramos, de vez, o "zarapão".

Descobrimos que voar perto de outro avião não era tão difícil



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Última atualização: novembro de 2008

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